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Archive for the ‘Textos em Português’ Category

Par Lúcia Müzell

Entrevista com Michel Vakaloulis (trecho)

Praias gregas como a de Elafonissos são colocadas à venda. Flickr/ Creative Commons

Enquanto Espanha, Portugal e Itália começam a dar sinais tímidos de recuperação da crise, a Grécia permanece afundada em uma dívida pública que só aumentou ao longo de seis anos de recessão. Desesperado para amortizar um pedaço da dívida, o país tenta privatizar serviços públicos como portos, aeroportos, correios e as companhias de água e eletricidade, além de colocar cerca de 90 trechos das praias paradisíacas gregas à disposição dos investidores.

A lista do patrimônio público aberto a negociações é tão grande que pode ser encontrada em um site gerenciado pelo Fundo Helênico de Desenvolvimento de Ativos, criado pelo governo para atrair investimentos. O objetivo inicial das autoridades no auge da crise, em 2010, era recolher 50 bilhões de euros, mas até agora as receitas das privatizações estão distantes das metas fixadas por Atenas – só resultaram em 3 bilhões de euros aos cofres públicos.

O FMI, um dos três credores do empréstimo de 550 bilhões de euros concedido ao país, demonstra irritação com a “lentidão” da Grécia em diminuir os obstáculos jurídicos, administrativos e políticos, que afastam o capital estrangeiro. O economista grego Michel Vakaloulis, professor da Universidade Paris 8, avalia que a situação econômica do país está tão degradada que os investidores pensam duas vezes antes de fazer uma oferta.

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Par Deborah Berlinck, O Globo, quotidien brésilien, 20/09/2013

Michel Vakaloulis, da Universidade de Paris VIII, aponta crise como terreno fértil para o surgimento deste tipo de partidos.

Greece - ProtestationO GLOBO: O Aurora Dourada emergiu usando imigrantes como alvo e hoje é a terceira força política. O que este assassinato pode significar?

Michel Vakaloulis: O Aurora Dourada surgiu nos anos 80 como um pequeno grupo nazista. Não é simplesmente um partido de extrema-direita, é muito mais radical. Tem símbolos nazistas, fala de Hitler e da solução final. Em 2 anos passou de 0,23% a 7% dos eleitores.

Como e por quê?

Michel Vakaloulis: Foi depois da explosão dos partidos tradicionais. Sobretudo, da queda do Partido Socialista (Pasok) que, corrompido, administrou o país acumulando uma dívida colossal, o que acabou na crise e no que chamamos de dominação da Troika – Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu. O Pasok, que tinha 44% do eleitorado em 2009, passou para 13% em 2012. Foi nesse momento que o Syriza (partido de extrema-esquerda) conseguiu um sucesso enorme: de 4,5%, passou a 27%.

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GÉRARD DUMÉNIL, MICHEL VAKALOULIS, E JEAN LOJKINE

Madrid, 13 novembre 2013O livro de Jean Lojkine se intitula L’adieu à la classe moyenne (Paris, La Dispute, 2005). Trata-se da nova classe média, em oposição às camadas de artesãos e pequenos comerciantes, à antiga pequena burguesia. Mas o personagem central do grande painel que o livro nos apresenta não é propriamente essa classe controversa, mas o salariado considerado em seu conjunto. Gérard Duménil e Michel Vakaloulis questionam aqui o autor sobre as observações econômicas e sociológicas, assim como sobre as conseqüências políticas de sua análise.

 A análise de Lojkine (Gérard Duménil)

A leitura do livro de Jean Lojkine é sempre muito enriquecedora e é impossível sistematizá-la em poucas páginas. Seu autor se mostra muito preocupado com a análise concreta das particularidades de cada grupo social e o livro testemunha várias décadas de trabalho minucioso de pesquisa. A importância dada à heterogeneidade do salariado expressa a recusa às generalizações precipitadas. Mas Jean Lojkine nos conduz igualmente aos países da periferia e trata de temas como a imigração e o “culturalismo”. Nesse sentido, não tentarei apurar essa diversidade de objetos de análise: minhas observações referir-se-ão apenas ao quadro analítico fundamental, das estruturas de classe e de sua transformação.

(Artigo publicado: Crítica Marxista, n° 28, 2009, p.127-142)

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Este texto foi traduzido do francês por

Luís Hernan de Almeida Prado Mendoza


O tema central da minha intervenção concerne as posturas e disposições práticas tocantes à mobilização coletiva da jovem geração de assalariados, no contexto atual do capitalismo desenvolvido. Esta nova geração apresenta-se fortemente escolarizada, com alto grau de participação feminina na estrutura ocupacional do emprego, terceirizada em sua relação com a profissão, exigente no plano da projeção profissional e relativamente à sua ascensão social.

Especificamente no que tange aos jovens diplomados, tema ao qual consagrei vários estudos sociológicos ao longo dos últimos anos na França, as posturas e os traços morfológicos surgem mais nitidamente. Muito amiúde, reprova-se a estes jovens por serem “individualistas”, “apolíticos”, refratários a qualquer ação coletiva. Ainda pior, erige-se o seu tropismo de distinção simbólica, ligada à aquisição de títulos escolares e ao que Pierre Bourdieu denomina capital cultural.

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cartaz_cemarx_finalDe 03 a 05 de novembro 2009 em Campinas, São Paulo, Brasil

O Colóquio Internacional Marx e Engels acolhe, fundamentalmente, dois tipos de comunicações: as que tomem a teoria marxista como objeto de pesquisa, seja para analisar essa teoria, criticá-la ou desenvolvê-la, e as que utilizem o aparato conceitual do marxismo em pesquisas empíricas ou teóricas que se enquadrem nos Grupos Temáticos desse evento.

Os pesquisadores interessados em inscrever seus trabalhos deverão indicar em qual Grupo Temático eles se inserem. Eventualmente, a Comissão Organizadora do VI Colóquio Internacional Marx e Engels poderá remanejar a distribuição das propostas de um grupo para outro.

Os Grupos Temáticos do V Colóquio são os seguintes:

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No contexto dos anos setenta, a abordagem em termos de Regulação (ATR) desenvolveu uma metodologia e uma problemática radicais para estudar a dinâmica histórica do capitalismo e identificar, no seio do modo de produção capitalista, períodos distintos, caracterizados por regularidades específicas e que garantiam uma progressão geral e relativamente coerente da acumulação.

A conjuntura do nascimento da ATR é a da crise das políticas macroeconômicas keynesianas, desacreditadas a partir do fim dos anos sessenta, quando as políticas de expansão econômica esgotam-se, acelerando a espiral inflacionária, a compressão dos lucros, o congelamento dos investimentos, a crise das finanças públicas, e, sobretudo, a impossibilidade de reduzir a taxa de desemprego ao desemprego dito “friccional”.

Para os trabalhadores, é a desaparição do “pleno emprego”, o fim do aumento dos salários reais e a diminuição, até mesmo a supressão, pura e simples, de um número considerável de serviços ligados à cidadania do welfare. Estes vão diminuir mais ou menos — segundo as variações nacionais e o grau das resistências encontradas — na imensa liquidação das conquistas sociais, progressivamente acionada pelas estratégias neoliberais de “desestatização”.

(Artigo publicado em Outubro, revista do Instituto de Estudos Socialistas, n° 4, 2000, tradução de Ruy Braga)

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